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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

NATAL

É NATAL!

Tempo de festas, mas muito mais de alegria...
Tempo de gastos, mas muito mais de fraternidade...
Tempo de reuniões em família e amigos, mas muito mais de união entre eles...
Tempo de comidas e bebidas, mas muito mais de paz e harmonia...
Tempo de ir a igrejas, mas muito mais de fé...
Tempo de Papai Noel, mas muito mais... 

É tempo do próprio Deus que se fez homem e quis habitar entre nós...
Ele que é AMOR e nos ensinou a amar...
Nasceu pequenino e na simplicidade e morreu entre assassinos...

É Natal!
Tempo de ser e não do ter...
Tempo de amar e não odiar...
Tempo de renascer com Ele...
O Menino, o Mestre, o Filho do Deus vivo!

Cris Deziró

sábado, 3 de dezembro de 2011

MEMÓRIAS DE UM DISCENTE

MEMÓRIAS DE UM DISCENTE

     Eu era um aluno como você...

     Eu sou de um tempo meio estranho. Daqueles em que respeitar professor era coisa de tonto ou “boiola”. Tempo em que falar bem alto, discutir e xingar os professores não era exceção. Eu fazia disso tudo a minha regra.
     Sou de uma “nova era”. Era da tal “Progressão Continuada”. Eu lá sabia o que era isso? Mas o que eu sabia mesmo é que podia passar de ano, mesmo que eu não soubesse nada. Naquela época, em mais ou menos sete anos na escola, eu não sabia multiplicar, nem dividir. Morria de preguiça de pensar! Também odiava Português. Ler e escrever? Nem pensar! As aulas de outras matérias? Nem aparecia e quando aparecia era pra “zoar”.

     Eu era um aluno como você...

     Naquela época, alguns professores mais modernos passavam algumas dinâmicas e brincadeiras para incentivar o aprendizado dos alunos. Até nessa hora eu atrapalhava tudo. Queria atenção só pra mim e acabava criando a maior indisciplina na classe, só pro professor ficar nervoso e todos bagunçarem, assim não haveria aula, com dinâmica ou sem dinâmica.
     Como naquele tempo o governo (como sempre!) queria economizar dinheiro na educação pra arrecadar dinheiro para o bolso dele, a gente não tinha um livro só nosso. Todo final de ano tínhamos que devolver os livros, faziam até propaganda pra não esquecermos essa obrigação! Computador era só pra uma dúzia de alunos, a escola sempre precisava de reformas e nunca tinha dinheiro. Material? Tínhamos que levar de casa, e a sala de aula às vezes ficava com 50 alunos só pra economizar sala e professor.

     Eu era um aluno como você...

     Eu não tinha limite. Essa palavra não existia no meu vocabulário. Quando algum professor, inspetor ou até diretor me repreendia, eu dava risada. Às vezes fingia ter virado bom menino e depois fazia tudo errado de novo. Vivia me metendo em brigas, confusões e muitas drogas, mas naquela época tudo estava ao meu favor, afinal eu era menor de idade e, apesar de ter levado muitos outros no mesmo caminho, eu estava lá porque “lugar de criança é na escola”.

     Eu era um aluno como você...

     Naquele Novo Milênio falava-se muito em psicologia, inteligências múltiplas e de um diferente modo de pensar das pessoas. Eu sempre tive problemas com meus pais e irmãos. Carinho? Sei lá o que é isso? Na escola, até tentaram, mas minha rebeldia falou mais alto. Até achava que precisava de ajuda psicológica, mas não pude contar com isso nem na escola, nem fora

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O OLHAR


Homenagem à D. Cida...

O OLHAR
...Foi do tipo de olhar que apaga lágrimas do passado...
...Curador de feridas.
...Abandonado.
...Simples.
...Humilde...
O tipo de olhar tantas vezes desejado e não tido.
Olhar brando, que pega no colo e faz carinho na cabeça...

Finalmente
                      Olhar
                                                     Materno.



sábado, 29 de outubro de 2011

ERA EU ESTA CRIANÇA

Era eu esta criança

Olhos puros
Atentos no caderninho
Tão pequenina e saudável
Tranquila e despreocupada
A vida... só simplicidade
Brincadeiras... à vontade
Maldade... nem existia
Seu mundo... apenas alegria

Esta criança era eu

Papai e mamãe... seus guardiões
Irmãzinha... não tinha ainda
O que havia então?
Os priminhos, vovôs e vovós, titios e titias
E famílias unidas e reunidas
O sítio... um assunto à parte
As brincadeiras na rua... total diversão
Escola e missa... não podia faltar não!

Eu era esta criança

Nada mudou...
Os cabelos brancos aparecendo
O início de pequenas rugas
O corpo menos alinhado e mais cansado
Podem ser vistos pelo espelho da matéria
Porém ele não lhe causa nenhuma preocupação
Nos olhos desta menininha não há tempo
Mas simplesmente alma e coração

Que constatação feliz

Esta criança sou eu!
Cris Deziró